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Conheça as doenças íntimas mais comuns que atingem os homens

 

Os homens costumam se cuidar bem menos que as mulheres, principalmente quando o assunto é saúde íntima. Porém, a ala masculina precisa ficar atenta, pois higiene básica pode prevenir uma série de doenças, inclusive o câncer. Além disso, a recomendação é fazer exames de rotina de próstata a partir dos 50 anos.

Pesquisa recente da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica) mostra que um a cada quatro brasileiros foi ou conhece alguém que foi diagnosticado com câncer de próstata. Segundo o levantamento, 67% sabem que deveriam passar pelo exame de toque e 42%, que deveriam fazer o PSA [exame de sangue], porém 22% dos brasileiros fazem exame de próstata e 20% de PSA.

O mágico Val Valentino, de 61 anos, conhecido no Brasil como o Mister M, foi uma das vítimas do câncer de próstata. Ele disse, recentemente, que está em estágio terminal da doença.

Outra ocorrência comum em homens mais velhos é a obstrução urológica, que levou o Michel Temer ao hospital há quase três semanas. Uma terceira situação gerou polêmica com o ator Alexandre Frota, que entrou na Justiça contra uma operadora de plano de saúde para conseguir o implante de uma prótese peniana, em razão de problemas de ereção.

Segundo o urologista e presidente da SBU-SP (Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo), Flavio Trigo, o cenário está mudando graças a campanhas de conscientização e à ajuda das parceiras. “Elas cobram que os companheiros se cuidem da mesma forma que elas”.

O homem jovem não tem a obrigatoriedade de ir ao urologista todo ano como as mulheres vão ao ginecologista. Porém, o ideal é procurar o especialista quando perceber algo estranho no corpo ou a partir dos 40, 50 anos para os exames periódicos. No entanto, os cuidados com a saúde devem ser feitos durante toda a vida.

O R7 fez um guia com as principais doenças que atingem os homens.

Veja a seguir:

Câncer de pênis

A questão da má higienização pode ser uma porta de entrada para várias infecções ou doenças que podem facilitar o surgimento do câncer de pênis com o tempo. O tratamento é apenas cirúrgico, afirma Trigo.

— Em alguns casos, é possível tirar apenas uma parte do pênis. Mas há situações mais graves em que é preciso amputar o membro. Isso acontece muito em populações rurais, e estudos sugerem que sexo com animais pode favorecer o aparecimento da doença.

Câncer de próstata

O INCA (Instituto Nacional do Câncer) estima 61.200 novos casos de câncer de próstata em 2016 e 2017 no Brasil. Quando diagnosticada em estágio inicial, a doença tem 90% de chances de cura. Como não costuma apresentar sintomas no início, a recomendação é de que homens a partir dos 50 anos façam os exames de próstata e de PSA anualmente. Já os homens negros ou que têm histórico na família devem iniciar estes cuidados aos 40 anos, explica o urologista.

Os tratamentos indicados para a doença são cirurgia e radioterapia quando o tumor está localizado apenas na próstata. Já a hormonioterapia, costuma ser utilizada quando o câncer está mais avançado e consiste em bloquear a produção da testosterona, o hormônio masculino. “Quando tudo isso falha, usamos a quimioterapia”, explica o urologista.

Deficiência androgênica do adulto

Outra doença comum em homens é a deficiência androgênica do adulto, mais conhecida como andropausa, e ocorre quando há queda da testosterona. Segundo o urologista, o problema se manifesta após os 50 anos com perda de massa muscular, perda de libido [vontade de fazer sexo] e alterações de humor — que podem ser confundidas com depressão.

— A reposição hormonal possibilita o retorno da qualidade de vida do paciente. O tratamento é feito por via injetável ou com geleias usadas na pele, pois a testosterona é tóxica se ingerida via oral. O tratamento é feito por um período até que a situação se normalize.

Disfunção erétil

A disfunção erétil, conhecida popularmente como impotência sexual, tem como causas fatores como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, alcoolismo, uso de drogas, idade avançada e sedentarismo, e é uma condição relativamente comum, explica o urologista.

— Entre 10% e 15% dos homens terão algum problema sexual ao longo da vida, seja na ereção ou libido. O mais comum é acontecer em homens mais velhos. Já em jovens, a disfunção erétil pode surgir geralmente por caráter psicológico e uso exagerado de medicamentos para aumentar a potência sexual.

O especialista explica que o tratamento da disfunção erétil provocada por problemas físicos pode ser resolvido com medicamentos orais ou injetáveis. Em casos extremos, recomenda-se próteses penianas. Já nos casos psicológicos, a recomendação é conversar com o parceiro ou parceira e diminuir a ansiedade.

Fimose

A fimose não é especificamente uma doença, mas sim uma situação em que o prepúcio [pele que recobre o pênis] dificulta a exposição da glande — popularmente conhecida como cabeça do pênis. Essa pele pode causar desconforto durante a relação sexual e dificulta a higiene.

— Somente se a pele provocar incômodo, é necessário removê-la porque machuca. Normalmente se faz uma cirurgia para retirada dessa pele ainda na infância, mas ela pode ser feita na idade adulta também.

Hiperplasia prostática benigna

As causas da hiperplasia prostática benigna, mais conhecida como aumento da próstata, são desconhecidas, mas a condição é bastante comum em homens com mais de 50 anos. De acordo com Trigo, estudos mostram que 50% dos homens vão apresentar algum tipo de alteração na próstata. Porém, na maioria dos casos, isso não se torna um problema.

— Em parte dos homens, a próstata pode comprimir o canal da uretra e causar sintomas urinários, que nós chamamos de prostatite. A pessoa tem vontade de ir ao banheiro toda hora, urina várias vezes à noite ou não consegue fazer xixi. Quando há sintomas, o tratamento é feito com medicamentos que diminuem o tamanho da próstata. Se não resolver, apelamos para a cirurgia, como no caso de Michel Temer.

Ainda segundo o especialista, a hiperplasia prostática benigna não se torna câncer e vice-versa. “Mas nada impede que o paciente tenha as duas coisas. Por isso, é importante se tratar até para melhorar a qualidade de vida dele”.

HPV

As DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são normalmente causadas pela ausência do uso de preservativo na hora da relação. Porém algumas delas, como HPV e herpes genital, podem ocorrer mesmo com o uso da camisinha, já que a contaminação se dá por meio do contato das mucosas e fluidos sexuais de alguém que esteja com a doença.

O urologista explica que o HPV pode aumentar a incidência de câncer de pênis, mas a relação não é tão direta como no caso de câncer de colo de útero. Porém, ele ressalta que a melhor maneira de se proteger contra o vírus é se vacinar. Hoje em dia, há vacinação contra o HPV. Na rede pública, a campanha é destinada a meninos com idades entre 11 a 13 anos, mas o imunizante pode ser tomado por rapazes mais velhos na rede privada.

— Existem mais de 70 tipos de HPV, mas a vacina protege contra os quatro mais perigosos. Alguns tipos podem se transformar em verrugas, por exemplo. Nestes casos, o tratamento pode ser cirúrgico ou com cremes.

https://noticias.r7.com/

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